domingo, 15 de fevereiro de 2009

CAFÉS FILOSÓFICOS

Café Filosófico - O Café Filosófico, apresentado pela atriz Chris Couto, que dá à atração um formato mais dinâmico, e realizado desde 2003 pela CPFL Cultura, é palco de diversas reflexões a cerca de questões que envolvem o comportamento do indivído frente às mudanças no mundo contemporâneo, como o amor, o sexo, os excessos e as maneiras de criar e recriar vínculos. Os temas são abordados, por meio de palestras, por alguns dos mais importantes estudiosos brasileiros do comportamento e das relações humanas. Já participaram do Café Filosófico personalidades como Jorge Forbes, Contardo Calligaris, Jurandir Freire Costa, Mayana Zatz, Ivo Pitanguy, Flávio Gikovate, Renato Janine Ribeiro, Daniela Thomas, Gerald Thomas e Amyr Klink, entre outros;
A Ética Pós-moderna - O professor Franklin Leopoldo e Silva coloca em discussão o que existe de diferente entre a ética moderna e ética pós-moderna. Ele faz isso questionando o mal estar que se instalou diante da liberdade no corpo social e na alma. Será a liberdade realmente a grande conquista da pós-modernidade? Ou será que liberdade seria uma maldição como dizia o existencialismo? Franklin Leopoldo e Silva é doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo e professor titular da Universidade de São Pau
A Família Pós Moderna - Amor E Liberdade - No programa, a professora Catherina Koltai discute a possibilidade de se amar depois de toda liberdade conquistada desde a consolidação da modernidade. A partir de reflexões sobre as obras de Freud e Zygmunt Bauman que tratam do mal estar, ela reflete sobre as diferenças entre a infelicidade moderna e a infelicidade pós-moderna. Ela põe em discussão a percepção de que o moderno era infeliz porque era civilizado e reprimido e o pós-moderno é infeliz porque é livre. A psicanalista Catherina Koltai é professora da PUC SP, tradutora, autora e articulista de diversos artigos em revistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
A felicidade e os prazeres - Se nessa vida buscamos constantemente o prazer, não deveríamos primeiro tentar definir o que é este sentimento? Para ajudar a responder esta questão o psicoterapeuta Flávio Gikovate explica as diferentes formas de prazer analisando os principais caminhos que escolhemos para atingi-lo: o dinheiro, o sexo, a amizade e o amor. Seriam eles realmente um modo de garantirmos momentos felizes e, quem sabe, uma vida feliz?
A Religião Pós Moderna - O cientista da religião Frank Usarski mostra que a religião sempre foi, e continua sendo, uma das dimensões essenciais na construção de sentido para os seres humanos. E mesmo depois de sofrer diversas críticas durante a modernidade, eis que o fenômeno religioso ganha nova força e somos hoje obrigados a re-aprender e a repensá-lo dentro de novas condições e novas referências. Frank Usarski é pós-doutor na área de Ciência da Religião pela Universidade de Hannover e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC-SP.
Alegria como vontade - Como a filosofia trata desse assunto aparentemente trivial? Para o filósofo e psicanalista Daniel Lins a experiência da alegria contém um aspecto divino, porque envolve uma força que transcende o sujeito, e também um componente de loucura, porque é marcada por uma perda de controle, por um instante de inconsciência. Experimentar a alegria significa apostar no devir, na capacidade do homem de se transformar constantemente. Mas não se trata de uma transformação solitária. A alegria deve ser pensada como o resultado de um encontro dos homens, entre si, e dos homens com o mundo.
Do sujeito corporal ao sujeito pós-orgânico - Como podemos lidar com a violência? A sociedade tem enfrentado o problema da violência com discursos e ações que alimentam uma cultura do medo, que no fundo destaca ainda mais a fragilidade e impotência do homem diante da violência. É possível encontrarmos uma solução que seja realmente capaz de mitigar nosso medo e impotência? Nesta edição, a filósofa Adriany Mendonça e o filósofo e psicanalista André Martins destacam a potência do sentimento trágico, capaz de afirmar a vida integralmente, mesmo com seus aspectos mais problemáticos e violentos.
Educação e Limites - Com o passar dos séculos mudamos nosso modo de ver o mundo e conseqüentemente surgem novos modelos sociais e psicológicos nos quais nos baseamos para constituir nosso modo de vida. A noção de família também mudou muito no decorrer da história. Que impacto a educação de nossos filhos sofre com estas mudanças? Para analisar esta questão, os psicanalistas Ivan Capelatto e Joel Birman pensam a educação a partir do atual modelo de família e nos ajudam a compreender melhor o que é educar um filho no século XXI.
Ética Na Contemporaneidade -
Como deve ser fundamentada a ética no mundo contemporâneo? Essa questão surge com força diante da crise dos valores tradicionais, baseados na idéia de um bem e mal absolutos. O filósofo e psicanalista André Martins fundamenta uma ética para a contemporaneidade, valendo-se do pensamento de Spinoza, Nietzsche e Winnicott.
Existência Como Doença - Atualmente, a explosão de livros de auto-ajuda mostra que cada vez mais pessoas estão preocupadas com o que fazer com seus sofrimentos. Mas será que existência se tornou uma doença? Para tentar responder a esta pergunta, a filósofa Márcia Tiburi reflete sobre como a filosofia pode ajudar a pensarmos melhor nas questões e angústias que a vida nos traz.
Infância - No século XX, Freud desenvolveu ao longo de trinta anos sua célebre teoria de que a criança passa por fases distintas durante seu crescimento. No século XXI, como este estudo de Freud pode ajudar na educação da criança? Para responder a esta questão, o psicanalista Ivan Capelatto reflete sobre a importância de se compreender as fases da criança estudadas por Freud e aponta através delas um caminho para educarmos as crianças do século XXI.
Instinto: emoção, ecologia e ciência - No filme Instinto, um cientista vai estudar um grupo de gorilas na floresta e descobre a riqueza das suas próprias emoções. A destrutividade predatória da cultura é denunciada e empregada para questionar o fundamento ético das relações de poder repressivo. O encontro do cientista com um psiquiatra traz à tona uma mensagem para toda a humanidade. Os psicólogos junguianos Carlos Byington e Maria Helena Guerra analisam o poder dessa mensagem, que nos fala do equilíbrio dos lados feminino e masculino da natureza humana. Um equilíbrio vital para a sobrevivência da espécie. Um programa para refletir sobre o futuro do nosso planeta.
Mente e Realidade - Como podemos lidar de um modo positivo com a realidade, afirmando-a tal como ela é, com todos os problemas que ela nos apresenta? Para pensar essa positivação da vida, o filósofo e psicanalista André Martins recorre ao pensamento de Spinoza, Nietzsche e Winnicott e nos faz refletir se a racionalidade pode existir de outra maneira, que não sempre tentando compensar as vicissitudes da vida.
Mulheres - O que as mulheres sempre esconderam dos homens e delas mesmas? Esse mistério será debatido pela atriz Maitê Proença e o psicanalista e médico psiquiatra Jorge Forbes. Entre os tópicos da conversa estão: a transformação do lugar social das mulheres no mundo contemporâneo, a redefinição do feminino em função dessa transformação na sociedade e finalmente a maternidade.
O Amor é Uma Coisa Que Se Aprende - "Oscar Wilde notou: as pessoas passaram a olhar languidamente para o pôr-do-sol só depois que esse fenômeno natural se tornara objeto das aquarelas de Turner. Era um jeito de dizer que a realidade não nos sugere o que pintar, ao contrário: é a pintura que nos ensina a olhar. No caso do amor, acontece algo parecido. Sempre houve sentimentos amorosos, mas nossa experiência do amor não tem nada (ou quase) de natural: é uma retórica de sentimentos que aprendemos, assim como uma língua.A cultura moderna produziu um imenso repertório do amor. Aprendemos a amar nos romances, filmes, novelas, letras das músicas populares. O começo do século é um bom momento para fazer uma espécie de balanço, não do que sabemos (sempre muito pouco), mas da variedade do repertório graças ao qual somos amantes.Neste programa o psicanalista Contardo Calligaris desenvolve a idéia de que “o amor é uma coisa que se aprende”. Calligaris vai buscar nas origens das narrativas amorosas uma verdadeira revolução que gerou o mundo moderno. A partir do século 18, o amor foi o agente ideológico da supremacia do indivíduo contra as regras sociais. Com isso, o sujeito passa a ter que inventar a si mesmo, e nisso as narrativas desempenham papel fundamental. Nós todos aprendemos a amar no mesmo repertório cultural das histórias que contamos, vemos e ouvimos."
O casamento como formação da identidade - O casamento está acontecendo e desacontecendo com imensa facilidade, dando origem a questões profundas sobre sua validade, sobre a dúvida da permanência e sobrevivência do Amor no tempo, na convivência e na vinda dos filhos. Este módulo discute e tenta encontrar uma ética no casamento, assim como estabelecer questões sobre a existência ou não do DESEJO, do AMOR e do SEXO dentro desta dinâmica.
O Mal-estar Metropolitano- O sociólogo Bernardo Sorj apresenta uma reflexão sobre as dificuldades que as grandes metrópoles brasileiras apresentam para os seus moradores. Ele discute a crescente pressão colocada sobre o indivíduo contemporâneo por uma sociedade sem valores e referências fixas ou claras. Além disso, deixa nítida a extrema dificuldade em se criar sentido, negociar relações e desenvolver permanentemente novas estratégias de sobrevivência nos atuais sistemas produtivos e culturais em constante mutação. O sociólogo Bernardo Sorj é cientista político, diretor do Centro Edelstein e professor do IFCS da UFRJ. Passagem para a Índia - Misticismo e Possessão - Analisa o filme Passagem para a Índia. Os psicólogos junguianos Carlos Byington e Maria Helena Guerra nos levam ao coração da espiritualidade hindu. Um mundo exótico onde o desconhecido está em cada canto. Durante a jornada de duas inglesas para a Índia, o filme nos fala de choque de cultura, preconceito, fantasias eróticas e o poder da calúnia. Um mergulho no desconhecido que pode gerar conseqüências indesejáveis. Passagem para a Índia mostra que viajar para longe pode ser viajar para perto de nós mesmos.
Pirando no século XXI - Angústia, tristeza, melancolia, ansiedade. As dores da alma dos nossos tempos têm muitas formas. O ser humano do século 21 vive em um tempo de de-sorientação, remédios e terapias. Hoje a psique vive um conflito inédito na história: podemos desejar tudo, mas não sabemos o que queremos. O maior obstáculo ao desejo não é mais a repressão, mas a liberdade. Pirando no Século XXI conta com a participação dos psiquiatras Benilton Bezerra e Mario Eduardo Pereira. O programa mostra como a doença também é um sintoma da cultura. Cada época lida de forma diferente com suas angústias. Até chegarmos aos nossos dias, com nomes que passam a fazer parte do vocabulário popular, como Síndrome do Pânico, Fobia, Insônia, Depressão.
Prolongamento Da Vida - O ser humano vive cada vez mais. Mas será que estamos preparados para estes anos extras que ganhamos no mundo? O programa da série Prolongamento da Vida trata do aumento da longevidade do homem e nos faz pensar sobre como esse fenômeno repercute nas relações pessoais, profissionais, éticas e estéticas. Os especialistas Jorge Forbes, psicanalista e curador da série, a geneticista Mayana Zatz, o arquiteto Ricardo Caruana, e Ivo Pitanguy, cirurgião plástico, discutem sobre as transformações deste mundo mais velho e avaliam como suas áreas contribuem.
Saúde Mental No Séc XXI - O que significa ser mentalmente saudável na atualidade? Como podemos acompanhar as rápidas transformações no mundo de hoje, sem que nossa saúde mental seja abalada? Será que os padrões de saúde de Freud ainda estão válidos nos dias de hoje? Para tratar dessas questões o médico e psicanalista Nahman Armony pensa sobre a psicanálise de Winnicott e seus padrões de saúde mental.
Vida Pós-moderna - Viver na pós-modernidade é como patinar num lago congelado. É preciso sempre acelerar, caso contrário, ocorre a queda. Ao mesmo tempo, está presente a todo o momento a sensação de que o chão vai rachar sob nossos pés. Para fala sobre o assunto o Café Filosófico traz os filósofos Luis Felipe Pondé e Márcia Tiburi, o historiador Leandro Karnal e o professor Rubens Fernandes Junior. O programa trata da desorientação geral dos nossos tempos: das religiões, das filosofias, da mídia. A pós-modernidade nasce com o fim de um sonho. A ciência que gerou o progresso criou a bomba atômica. A fé no homem e no futuro deu lugar à desesperança.
Ornitorrinco – Será isso um objeto de desejo? - Na sociedade brasileira o mais arcaico convive com o mais moderno. Um país que guarda profundas aberrações, com a mais extrema miséria dividindo a paisagem com condomínios de luxo. Este país é comparado com o ornitorrinco pelo sociólogo Francisco de Oliveira. O ornitorrinco é um fenômeno estranho da natureza, um tipo indefinido entre mamífero e réptil. Um animal que não se definiu na evolução. O Para Oliveira, o Brasil é o ornitorrinco. Uma nação onde o atraso tornou-se parte da sua estrutura e passou a ser mesmo parte de seu funcionamento.
Política Sexual Do Feminino - O psicanalista Ab'Saber investiga como se define a sexualidade feminina na atualidade e quais são as novas possibilidades de subjetivação criadas em um contexto de maior liberdade sexual para as mulheres. Já a médica e a psicóloga Carmita analisa as mudanças do comportamento sexual feminino e masculino, pressionadas pelas transformações e desafios do mundo contemporâneo.

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